domingo, 5 de julho de 2015

Começando a se aventurar em um Card Game


Desde pequeno, Card Games sempre foram um fascínio meu. Uma partida nunca é igual a outra e você pode fazer todo tipo de tosqueiragem, gambiarra e enxerto no seu baralho.

Eu me meto com cartas desde os 7 anos, quando via adultos jogando cartas na TV Globinho. Quando vi um riquinho pagando seus empregados para espancar um velhinho por causa de uma carta de um DRAGÃOBRANCODEOLHOSAZUIS eu soube que minha vida havia mudado.

Assim sendo, no auge dos 20 anos de aniversário do jogo e com toda uma sacanagem envolvida nele, a Konami está lucrando caralhos de dinheiro e podendo se dar ao luxo de largar o Kojima a própria sorte.

A questão é que enquanto todos querem ser chefs profissionais, depois entramos nesse mérito, alguns de vocês podem querer jogar cartas com os amiguinhos ou até mais seriamente. E tudo isso será envolvido aqui.


O primeiro passo, por motivos óbvios, é escolher o jogo que você deseja jogar. No mercado de hoje temos diversos jogos de cartas, todos caros, que vão desde Magic à Buddyfight. Assim sendo é melhor pensar bem no jogo escolhido por dois motivos.

O primeiro é que, ao menos que você seja rico, um feiticeiro ou esteja envolvido com alguma atividade ilícita, como tráfico de ópio e pandas da China, você não terá o dinheiro necessário para manter os hobbys. 

O segundo é que, assim como aprendemos com The Elder Scrolls, para conseguir habilidade no uso com machados é necessário usar machados. Ou seja, quanto mais você jogar várias coisas, mais fácil será de se desviar do foco e não se tornar bom em nenhum.

Assim sendo, é melhor ver quantas pessoas jogam o jogo em questão no seu local de jogo, se a loja que você costuma ir dá um suporte legal pra produtos dele, qual jogo seus amigos gostam mais de jogar e etc...

Após isso nós temos duas ramificações. Uma delas é válida apenas para Magic e outra para todos os outros jogos, incluindo Magic. Essa opção mais abrangente é a escolha do Deck, no caso do Magic temos a opção de escolha do formato e só depois escolher o deck.

Assim sendo, falaremos de Magic no artigo seguinte, nesse faremos um apanhadão geral de como se escolher seu deck. Seu convés, seu companheiro de aventuras, a namorada que vai te aquecer com indiferença nas noites frias.

Em primeiro lugar temos que elucidar o que porras é um tier. Um tier é "um degrau" de uma grande escada. Quanto mais alto o degrau em que o baralho se encontra mais caro ele é, em consequência de seu poder. Assim, para se começar, é ideal usar-se um baralho Tier 2. Ele tá no meio da escada, costuma tem um preço acessível e se usado de forma correta consegue arrombar torneios.

O meu exemplo favorito de Deck Tier 2 são os Constellar. Aqueles carinhas maneiros que abriram o artigo. São o deck no qual eu iniciei minhas bizarras aventuras no Yu-Gi-Oh! competitivo. Uma base do deck de Constellar, ou seja, suas cartas principais, que não envolvem staples, cartas que podem ser jogadas em vários decks diferentes, fica em cerca de R$ 370,00.

Antes que você se levante, ria da minha cara e vá embora, entenda uma coisa.

Existe um deck de Yu-Gi-Oh! chamado Nekroz. Um deck de Tier 1, que eu considero Tier 0. Os Nekroz tem várias cartas cujo o preço vai de R$ 400,00 à R$ 500,00 reais. Essas cartas são usadas em três, ou na melhor das hipóteses duas no mesmo baralho.

Agora vocês entenderam o range de preço monstruoso entre os Tiers 1 e 2. Cerca de 2200 dinheiros, pra ser mais exato.


Outra solução é tornar um deck Budget. Budget é uma palavra em inglês que significa "orçamento". Em outras palavras significa baratear o deck com cartas com desempenho inferior a necessária.

O processo de budgeting de um deck é complicado, demorado e você precisa analisar muitas cartas esquecidas no formato. Contudo, ele tem uma vantagem interessantíssima que é aumentar seu valor como construtor de deck, te fazendo pensar com possibilidades mais abrangentes ao invés de um cabresto.

Também é um fator interessantíssimo na mesa, pois o número de jogadores a espera de um Anti Magic Prism em uma partida de Yu-Gi-Oh! tende ao nulo.

No fim das contas, esse artigo foi mais uma porta pra uma série de outros artigos, muitas coisas estão bem pinceladas por cima aqui pelo simples fato de que eu quero falar elas com mais detalhes no futuro e destrincha-las nos seus mínimos detalhes e nuances. Esses artigos irão cobrir todo tipo de possibilidade encontrada no microcosmo dos jogos de cartas e eu estou bem feliz em escreve-los.

E no próximo artigo falaremos da vez que o Tuco da Grande Família foi pego fumando maconha pelo Popozão.

Há braços.