Nos últimos dias, o facebook anda um tanto safado.
Todo mundo tá se desafiando como se fosse a época que Beyblade estava no auge e as crianças enlouqueciam no recreio. Eu amava Draciels. Minha mais bizarra era uma Draciel amarela com o desenho do Agumon.
O lance é, as pessoas estão se desafiando como loucas. Estão se desafiando a postar foto do rosto sem maquiagem, postar foto de maquiagens sem rosto, postar lista de livros inesquecíveis, de séries inesquecíveis, de derrotar o Airman, zerar Contra sem o código da Konami e por aí vai.
E até que então, finalmente, me desafiaram pra algo. Uma lista com os dez jogos inesquecíveis para nossas vidas.
Eu normalmente ficaria quieto, eu não curto correntes desde a época da menina Samara, que tinha 14 anos, digo, teria se não tivesse morrido aos 13, andava pelo finado Orkut.
E também que eu não tenho saco nenhum pra isso.
Mas então, vieram outros convites pra corrente, e quando eu notei eu tava atolado neles, basicamente, Renato Hunter, Fausto e Ana Ruiva, meus graaaandes amigos me convidaram pra essa pataquada.
Mas como eu sou a porra de um Hipster e sou Fancy demais pra toda essa coisa de corrente de Facebook, eu acabei transformando isso em um artigo pro blog.
Em parte por que o Blog não rende tanto quanto eu quero.
E é uma lista na ORDEM QUE EU QUERO (provavelmente servirão pra contar uma história). Não são de forma alguma meus jogos favoritos do universo e se vocês me encherem por isso, eu vou mandar todos vocês, nerds, tomarem no cu.
Não que eu não seja um nerd.
1- Mighty Morphin Power Rangers
Vejam bem. Quando eu era pequeno, três, quatro anos, eu tinha dois sonhos.
Um video game e um computador.
Eu não sabia o que caralhos era um video game, mas de alguma forma, eu queria.
Acho que a minha vontade vinha do Super Nintendo de dois primos meus, eu recordo de tê-los visto jogando um jogo de luta random nele em um período X da minha infância e por enquanto só.
Eu só lembro da tela de seleção de personagens, não sei mais nada. O "jogo de luta random" pode até ser Street Fighter II e eu estar aqui achando que é um título que sobrava no fim da tarde na locadora.
Paralelamente, o fenômeno dos Power Rangers estourava, finalmente, no Brasil. Para não prolongar esse parágrafo, serei rápido. Em uma época, a Rede Manchete fudeu MUITO legal o mercado de Tokusatsu e Animes (esses em menor escala, não tanto quanto o Cartoon Network e outros canais pagos) no Brasil. Assim, paramos de ver diáriamente as aventuras de quintetos de heróis japoneses com suas roupas coloridas, robôs gigantes, cavalos que explodiam e caras que posteriormente se tornariam atores pornôs.
Changeman era do caralho.
De fato, a Band tem os direitos de Kamen Rider Kuuga até hoje. Todos os episódios dubladinhos, esperando uma chance de brilhar, mas por esses motivos ela teme o lançamento dele na TV.
Depois de mais de quase 20 anos.
Mas Tokusatsu nunca foi uma brincadeira muito rentável nos EUA, e assim, um árabe muito louco que passava Bioman na França pegou cenas de uma série chamada Kyoryu Sentai Zyuranger, cagou umas coisas, melhorou outras, retirou (a maioria) das cenas com atores japoneses e pois seus jovens com garra no lugar, e assim nasceu Mighty Morphin Power Rangers, que como um "produto novo" conseguiu ser vendido para todo o mundo...
Até para o Japão...
COMO RAIOS ISSO FUNCIONOU EU NUNCA ENTENDI.
NÃO, SÉRIO. Uma ou outra temporada de Power Rangers passa até hoje no Japão de madrugada. DE FATO, POWER RANGERS RPM TÁ PASSANDO LÁ.
Uma coisa é RPM que mudou TODO o sentido de Go-Onger, a série original, mas POR QUE CARALHOS SPD QUE É QUASE FIDEDIGNA A DEKARANGER PASSOU LÁ EU NUNCA VOU ENTENDER.
Enfim.
Então, Power Rangers rendeu o cu de dinheiro, fez milhares de tralhas e está com seus 20 anos indo para seus 21, as séries Super Sentai estão com 38 anos. Antes de você reclamar "Caralho, esses viados são piratas agora? Que saudades de Mighty Morphin!" tinha gente reclamando que "Esses filhos da puta são dinossauros agora? Que saudades de Sun Vulcan!" no Japão.
Sobre Sun Vulcan... Outro dia eu falo sobre isso.
E então eu percebo que isso era pra ser um resumo rápido.
Enfim, com a febre da Nintendo em alta com o incrível, caralhudo e mingo drupal Super Nintendo, todo mundo querendo fazer Beat'em Ups pra caralho e a porra dos Power Rangers em ascensão de popularidade, qual seria a coisa que faria mais sentido no mundo?
Um Beat'em Up da turma do Zordon.
Eu descobri esse jogo quando eu fui novamente na casa desses mesmos primos, e eles estavam jogando isso. Vejam bem, por serem a porra dos Power Rangers eu fiquei vidrado.
Sinceramente? Eu posso até não gostar dos Rangers hoje em dia, mas cara, eu gostava muito quando eu era pequeno, e se não fosse isso o meu "sonho de ter um video game, o produto do qual eu lembro 5 segundos de uma tela de seleção genérica" podia ter esfriado.
E sim, eu não curto os Rangers mas assisto Super Sentai. Sou a porra de um hipócrita, e aí?
Mas e o jogo? É bom?
Bem, é um Beat'em Up extremamente competente. Volta e meia eu volto pra rejogar ele.
Aliás, eu estava em dúvida se eu tinha jogado ou apenas visto com afinco meus primos jogarem, mas agora me recordo que não só joguei, como também, usei todos os personagens. Até a Kimberly. A porra da Kimberly.
Ou vai ver um dos meus primos fingiu que me deu o controle do P1 e me fez achar que tava jogando enquanto ele jogava.
...
EU TINHA QUATRO ANOS, VAI SABER O QUE EU TAVA ACHANDO QUE EU FAZIA. Digo, eu deixei o primeiro chefe em estado crítico. Lembro claramente disso. Parando pra pensar, isso é uma prova quase cabal de que eu não estava jogando.
Apenas para terminar, esse jogo, ao contrário da série de TV, não é uma localização de um produto japonês. É um jogo genuíno dos Mighty Morphin Power Rangers e não tem nada a ver com os Zyurangers, todos os personagens são fiéis a série e, por fim, é um jogo não só divertido como desafiador também.
E um outro dia volto pra falar de algumas coisas da série como o Billy, a Rita, a Escorpina, a morte do Burai, o por que tem tanta música clássica em Ninja Storm e da carreira pornô do Change Griphon.
2- Pinball
Ok, preparem-se para chorar.
Como eu disse, um dos meus sonhos era ter um video game, e então meu pai me deu um Gunboy.
É meio difícil explicar o que é um Gunboy, mas em suma, é um famiclone barato, com a forma de um controle de Nintendo 64 e provido de uma Zapper acoplada.
Não, nem se tivesse fumado um Garbordor eu conseguiria inventar isso.
Ai, o Gunboy. Ele era um controle COM UMA PLACA DE JOGOS DE FAMICOM DENTRO. Debaixo dele tinha um gatilho naquele "Negócio esquisito que fica no meio do controle do Nintendo 64" o que fazia ele se tornar ÍNCRIVELMENTE ERGONÔMICO na hora de jogar jogos de tiro. Além disso vinha com um lugar para cartuchos para dar MAIS JOGOS ao sistema, ai era usar só os cartuchos de Nintendinho ou de Polystation. E aquele buraco perto do fio na foto servia pra anexar um segundo controle, que lembrava muito um de Playstation, aquela versão bem básica, sem os analógicos, e não tinha os Shoulder Buttons (R1, R2, L1 ,L2) também. E o melhor, vinha com uma bateria própria, assim o único fio existente era o que devia ser ligado a TV, que é também, mostrada na foto, saindo do prolongamento do meio do controle, aquele fiozinho solto aliás é o do segundo controle, que tem que se conectar aonde eu disse que era pra ser conectado.
Nunca consegui explicar essa parada tão bem, to até orgulhoso.
Bem, voltando ao assunto, eu pude jogar muitos clássicos do Nintendinho. Donkey Kong, Mario Brothers (Não confundir com Super Mario Brothers), Popeye, Pacman, Tetris (ou algo parecido com Tetris, era de combinar três, não encher fileira. Ah, sei lá.), Galaga, Ice Climbers e por fim, Pinball, exatamente esse da foto lá de cima.
Meu pai nunca foi de jogar video games, mas teve um jogo que ele sempre jogava comigo.
Pinball.
E agora todos aqueles que me conhecem pessoalmente perceberam o que está rolando aqui.
Era assim, meu pai chegava depois do trabalho e às vezes, ia voluntariamente ao meu quarto, ligava o Gunboy na TV por ele mesmo e começava a jogar Pinball. Eu ia atrás dele e a gente ficava disputando por pontuação. Eu me fudia pra caralho pra chegar no nível da pontuação dele, e ele vinha e em uma, duas ou três partidas, batia meu recorde.
Por um lado era extremamente frustrante pra mim, mas sei lá, por outro eu adorava. Meu pai na minha infância sempre voltava de noite muito cansado e fazia o máximo pra passar tempo comigo, mas muitas vezes era difícil que isso ocorresse. Meu pai sempre foi muito brother meu, e mesmo que, por exemplo, nenhum de nós entendesse como se jogava Yu-Gi-Oh! direito (MALDITO ANIME DE YU-GI-OH! DUEL MONSTERS EM SUA FASE INICIAL.) a gente se divertia, ou tentava.
Video game era algo que não atraia muito ele, pois ele era daquela geração que cresceu assistindo National Kid. Assim, "essas coisas de computador" nunca foram muito de chamar a atenção dele. Mas apenas pra passar um tempo comigo, ele conseguiu achar alguns jogos simples, clássicos, mas que divertiam ele.
Posteriormente, conforme eu fui "evoluindo" de video game, nós fizemos muitas coisas. Jogamos jogos de corrida, como Nascar 2004, de tiro em split screen, como um dos Medal of Honor de PS1, luta, como The King of Fighters '99 e Naruto Shippuden: Naruttimate Ninja Accel, vi ele adorar a sequência de abertura de Castlevania: Harmony of Dissonance, reclamar da música repetitiva de Viridian City e da Rota 1 em Pokémon Yellow e por aí vai.
Contudo, meu pai nunca jogou praticamente nada comigo no Xbox 360, pois quando eu ganhei ele estava muito doente, o único tipo de interação com ele foi ver ele tentando um pouco de Kinect Adventures comigo e por fim, ver alguns DVD's de show de rock comigo nele.
Pouco tempo depois, meu pai faleceu.
Sei lá.
Eu nunca parei pra pensar nessa versão do jogo de Pinball em mais de dez anos. Devo ter lembrado dela uma ou duas vezes, do meu pai jogando ela do meu lado.
Mas por algum motivo, assim que eu comecei esse artigo aqui no blog, ela veio na minha cabeça. Mesmo que meu pai também tenha jogado Donkey Kong, Ice Climbers, Galaga, um jogo genérico de Fórmula 1 e Pacman comigo no Gunboy, além do Pinball, foi exatamente esse jogo, que eu nunca revisitei na minha vida, ou me dei o trabalho de lembrar, mas que fez eu e ele passarmos tantos momentos juntos, que veio na minha cabeça.
Eu acho que esse jogo simplesmente devia estar aqui e fim, como se algo, ou... Alguém... Tivesse me lembrando de por isso aqui, junto a tantas memórias boas da minha infância com meu pai.
Eu amo muito ele até hoje e tenho muito respeito pela memória dele, infelizmente nunca pude agradecer tudo que ele fez por mim, ou pedir desculpa pelas malcriações que eu já fiz com ele. Mas eu tenho certeza de que ele sabe tudo o que eu sinto.
E não. Isso não...
TÁ, SÃO LÁGRIMAS SIM. ME DEIXEM.
3- Pokémon Yellow Version
Ok, agora com as lágrimas secas, prosseguiremos.
Aos sete anos eu realizei a outra parte do meu sonho e ganhei um computador.
Obviamente eu poderia me deliciar com todos os jogos do mundo, por que um computador, obviamente, vinha com todos os jogos do mundo.
E é assim que eu percebo que mesmo tendo uma inteligência acima da média, eu sou uma porta até hoje.
Então, eu estava lá. Preso com um computador com o CD do Rock do Ronald instalado e sem porra nenhuma pra fazer. Então, por um mágico telefonema um dos meus primos foi chamado para minha casa.
Ele tinha um CD com o Visual Boy Advance. E junto com isso um caralho de Roms.
E então eu pude jogar um caralho de jogos de Game Boy, Game Boy Color e Game Boy Advance. Como por exemplo, Pokémon Yellow, Pokémon Red, Pokémon Blue, Pokémon Gold, Pokémon Silver, Pokémon Crystal e se eu me cansava de tudo isso, tinha Pokémon Pinball também.
E agora vocês entendem como eu cresci.
Mas tirando brincadeiras, eu pude jogar games mainstream como Mario, Kirby, Metroid e Castlevania. Também pude jogar algumas paradas bem obscuras como Crazy Chase, Kiki KaiKai Advance e Kuru Kuru Kururin.
... Vou jogar Kuru Kuru Kururin denovo um dia desses.
Tinha o Konami Krazy Racers, Mario Kart da Konami que dava pra jogar com a galera da Konami. Básicamente tinha o Dracula (ou como eu chamava, mago velho), Goemon, Moai (cabeção) e o Gray Fox (ninjinha cabeçudo, meu favorito) tirando isso tinha uns nerds que eu não conheço até hoje.
Mas tem um cara que chama Bear Tank, e isso parece bem legal.
Também dava pra transformar os outros inimigos em porquinhos, num paralelo ao raio do Mario Kart. Eu adorava me transformar em porquinho durante a corrida. O Gray Fox virava um porquinho azul (cinza?).
Mas ok. Voltando. Eu estava com uma vontade maldita de jogar Pokémon naquela época, tudo por que pouco tempo antes tinha visitado a casa dos meus primos do SNES e visto eles jogando Pokémon Red no computador deles. Como todo primo atencioso faria, eles usaram gameshark pra eu pegar os Pokémon que eu queria pra formar meu time.
E assim, tinhamos um menino de cinco anos andando por Kanto com um Mewtwo, um Moltres, um Zapdos, um Articuno, um Dragonite e um Hitmonlee, obviamente, o Pokémon mais forte do time.
E eles achando que eu reproduziria o time do Ash.
Se foram mais de dois anos para que eu pudesse montar meu próprio time inferiormente apelão para aqueles dias. Pois como sabemos, um time desses não é grande coisa hoje em dia. Não por culpa do Hitmonlee. Ele continua ótimo.
Mas antes que eu pudesse jogar Pokémon Blue e ter um Lapras, um Vaporeon e uma Nidoqueen, todos com Surf, no mesmo time, eu tive que jogar Pokémon Yellow.
Por que? Por que meu primo maior achou que eu gostaria de jogar com um Pikachu. MAL SABE ELE QUE EU ODEIO O PIKACHU.
Pokémon Yellow é uma tortura.
Você é privado de um dos três maravilhosos iniciais de Kanto, tem que ver seu rival ter a porra de um Eevee, anda com um Pikachu que se recusa a evoluir, e o pior de tudo, dá de cara com o Brock logo de cara.
Vejam bem. Há muito tempo atrás a Gamefreak não era tão bizarra e nem tão focada em metagame competitivo, balanceamento de tipos e por ai vai.
Meu time de Mewtwo e cia. pode parecer titânico, mas, na época, Alakazam era um monstro o qual eles deveriam temer. Assim sendo, pokémons de pedra, na sua maioria, eram pareados com o tipo terra, tipo que é imune a golpes elétricos. E era justamente dois desses pokémon Pedra/Terra que Brock usava. Não obstante, a parte de pedra não só tinha uma defesa excelente, como é resistente a golpes do tipo normal e voador e forte contra os tipos inseto e voador.
Assim, aprender Quick Attack com o Pikachu, não era uma opção pra passar o Brock.
Rattata, não era uma boa opção, Spearow, Pidgey ou Pidgeotto menos. Linha evolutiva do Weedle também não permitiria um bom aproveitamento contra Brock, visto que o lado de terra de seus pokémon resistiria a golpes de veneno.
Assim sendo, existe um número bem limitado de estratagemas para vencer Brock.
E nenhum deles é óbvio pra uma criança de seis anos que só viu o anime.
Você poderia caçar um Mankey ou um Nidoran (macho ou fêmea) ou conseguir uma Buterfree. Sendo esse último o método mais exageradamente arriscado de todos, visto que um golpe do tipo pedra dá um dano quatro vezes maior que o normal em um Buterfree, por conta de sua combinação de tipos, pelo menos ele aprende golpes que induzem sono e confusão, assim facilitando a vitória, mas apenas se você tiver muita sorte.
Os Nidoran aprendem Double Kick, um golpe do tipo lutador, super efetivo contra pokémon do tipo pedra. A questão é deduzir que um pokémon do tipo veneno aprenderia um golpe desses. Mesmo assim, o Sandshrew do aprendiz do Brock em seu ginásio podia dar uma zoada bem legal no seu Nidoran, visto que eles tem fraqueza contra o tipo terra.
E por último temos Mankey, um pokémon um tanto raro nos matinhos iniciais e a aposta mais certa pra vencer Brock. O problema era justamente achar, treinar e outras burocracias com ele. Lembrando também que para uma criança não é muito óbvio que "O tipo lutador vence o tipo pedra.".
Assim, Pokémon Yellow sempre é visto pra mim como um portal dolorido que me levou a jogos incríveis. Básicamente isso. Assim que tive a chance e comecei a jogar Pokémon Blue já peguei um Squirtle, fui na cara do Brock e humilhei ele com Water Gun, que dá dano quatro vezes maior nos pokémon dele. Bulbasaur faz isso também. Só o Charmander que não, mas nos remakes FRLG ele ganhou Metal Claw que dá dano duas vezes maior em pokémon de pedra. Mas claro, um Rock Tomb sempre pode zoar seu Charmander/meleon fácilmente.
Yellow me marcou por ser o primeiro jogo que eu joguei em meu computador e o começo de todo meu vício também. Não acho ele um bom jogo, nem necessário. Mas ele cumpriu o seu papel.
...
Tá, ficar falando com o Pikachu e ver ele andando atrás de você era divertido.
Aos sete anos eu realizei a outra parte do meu sonho e ganhei um computador.
Obviamente eu poderia me deliciar com todos os jogos do mundo, por que um computador, obviamente, vinha com todos os jogos do mundo.
E é assim que eu percebo que mesmo tendo uma inteligência acima da média, eu sou uma porta até hoje.
Então, eu estava lá. Preso com um computador com o CD do Rock do Ronald instalado e sem porra nenhuma pra fazer. Então, por um mágico telefonema um dos meus primos foi chamado para minha casa.
Ele tinha um CD com o Visual Boy Advance. E junto com isso um caralho de Roms.
E então eu pude jogar um caralho de jogos de Game Boy, Game Boy Color e Game Boy Advance. Como por exemplo, Pokémon Yellow, Pokémon Red, Pokémon Blue, Pokémon Gold, Pokémon Silver, Pokémon Crystal e se eu me cansava de tudo isso, tinha Pokémon Pinball também.
E agora vocês entendem como eu cresci.
Mas tirando brincadeiras, eu pude jogar games mainstream como Mario, Kirby, Metroid e Castlevania. Também pude jogar algumas paradas bem obscuras como Crazy Chase, Kiki KaiKai Advance e Kuru Kuru Kururin.
... Vou jogar Kuru Kuru Kururin denovo um dia desses.
Tinha o Konami Krazy Racers, Mario Kart da Konami que dava pra jogar com a galera da Konami. Básicamente tinha o Dracula (ou como eu chamava, mago velho), Goemon, Moai (cabeção) e o Gray Fox (ninjinha cabeçudo, meu favorito) tirando isso tinha uns nerds que eu não conheço até hoje.
Mas tem um cara que chama Bear Tank, e isso parece bem legal.
Também dava pra transformar os outros inimigos em porquinhos, num paralelo ao raio do Mario Kart. Eu adorava me transformar em porquinho durante a corrida. O Gray Fox virava um porquinho azul (cinza?).
Mas ok. Voltando. Eu estava com uma vontade maldita de jogar Pokémon naquela época, tudo por que pouco tempo antes tinha visitado a casa dos meus primos do SNES e visto eles jogando Pokémon Red no computador deles. Como todo primo atencioso faria, eles usaram gameshark pra eu pegar os Pokémon que eu queria pra formar meu time.
E assim, tinhamos um menino de cinco anos andando por Kanto com um Mewtwo, um Moltres, um Zapdos, um Articuno, um Dragonite e um Hitmonlee, obviamente, o Pokémon mais forte do time.
E eles achando que eu reproduziria o time do Ash.
Se foram mais de dois anos para que eu pudesse montar meu próprio time inferiormente apelão para aqueles dias. Pois como sabemos, um time desses não é grande coisa hoje em dia. Não por culpa do Hitmonlee. Ele continua ótimo.
Mas antes que eu pudesse jogar Pokémon Blue e ter um Lapras, um Vaporeon e uma Nidoqueen, todos com Surf, no mesmo time, eu tive que jogar Pokémon Yellow.
Por que? Por que meu primo maior achou que eu gostaria de jogar com um Pikachu. MAL SABE ELE QUE EU ODEIO O PIKACHU.
Pokémon Yellow é uma tortura.
Você é privado de um dos três maravilhosos iniciais de Kanto, tem que ver seu rival ter a porra de um Eevee, anda com um Pikachu que se recusa a evoluir, e o pior de tudo, dá de cara com o Brock logo de cara.
Vejam bem. Há muito tempo atrás a Gamefreak não era tão bizarra e nem tão focada em metagame competitivo, balanceamento de tipos e por ai vai.
Meu time de Mewtwo e cia. pode parecer titânico, mas, na época, Alakazam era um monstro o qual eles deveriam temer. Assim sendo, pokémons de pedra, na sua maioria, eram pareados com o tipo terra, tipo que é imune a golpes elétricos. E era justamente dois desses pokémon Pedra/Terra que Brock usava. Não obstante, a parte de pedra não só tinha uma defesa excelente, como é resistente a golpes do tipo normal e voador e forte contra os tipos inseto e voador.
Assim, aprender Quick Attack com o Pikachu, não era uma opção pra passar o Brock.
Rattata, não era uma boa opção, Spearow, Pidgey ou Pidgeotto menos. Linha evolutiva do Weedle também não permitiria um bom aproveitamento contra Brock, visto que o lado de terra de seus pokémon resistiria a golpes de veneno.
Assim sendo, existe um número bem limitado de estratagemas para vencer Brock.
E nenhum deles é óbvio pra uma criança de seis anos que só viu o anime.
Você poderia caçar um Mankey ou um Nidoran (macho ou fêmea) ou conseguir uma Buterfree. Sendo esse último o método mais exageradamente arriscado de todos, visto que um golpe do tipo pedra dá um dano quatro vezes maior que o normal em um Buterfree, por conta de sua combinação de tipos, pelo menos ele aprende golpes que induzem sono e confusão, assim facilitando a vitória, mas apenas se você tiver muita sorte.
Os Nidoran aprendem Double Kick, um golpe do tipo lutador, super efetivo contra pokémon do tipo pedra. A questão é deduzir que um pokémon do tipo veneno aprenderia um golpe desses. Mesmo assim, o Sandshrew do aprendiz do Brock em seu ginásio podia dar uma zoada bem legal no seu Nidoran, visto que eles tem fraqueza contra o tipo terra.
E por último temos Mankey, um pokémon um tanto raro nos matinhos iniciais e a aposta mais certa pra vencer Brock. O problema era justamente achar, treinar e outras burocracias com ele. Lembrando também que para uma criança não é muito óbvio que "O tipo lutador vence o tipo pedra.".
Assim, Pokémon Yellow sempre é visto pra mim como um portal dolorido que me levou a jogos incríveis. Básicamente isso. Assim que tive a chance e comecei a jogar Pokémon Blue já peguei um Squirtle, fui na cara do Brock e humilhei ele com Water Gun, que dá dano quatro vezes maior nos pokémon dele. Bulbasaur faz isso também. Só o Charmander que não, mas nos remakes FRLG ele ganhou Metal Claw que dá dano duas vezes maior em pokémon de pedra. Mas claro, um Rock Tomb sempre pode zoar seu Charmander/meleon fácilmente.
Yellow me marcou por ser o primeiro jogo que eu joguei em meu computador e o começo de todo meu vício também. Não acho ele um bom jogo, nem necessário. Mas ele cumpriu o seu papel.
...
Tá, ficar falando com o Pikachu e ver ele andando atrás de você era divertido.
4- Harry Potter and the Chamber of Secrets
Eu tinha sete anos e amava o Shrek.
...
Pera.
Eu tinha sete anos e amava Harry Potter. Eu nunca fui com a cara dele, mas ai ganhei os dois primeiros livros dos meus tios.
Por culpa deles eu também faço faculdade de Odontologia, mas isso é história pra outro dia. Junto com a carreira pornô do Change Griphon.
Enfim, li o primeiro livro em cerca de um mês e o segundo em duas semanas. Hoje em dia meu recorde é ler "O Cálice de Fogo" em três dias. Harry Potter e o Cálice de fogo. O mesmo livro que fez eu quebrar o braço. Ok, mais uma história pra contar junto com a do Change Griphon.
Enfim, na minha infância, eu li todos os livros, exceto o último. O por que vocês vão ver um pouco mais pra baixo. Mas eu reajustei isso comprando o último livro com desconto na Americanas da última vez que eu fui ao Shopping, assistir o novo filme dos Cavaleiros do Zodíaco.
Tava só quinze reais, solitário na prateleira.
Mas enfim. Enquanto eu acompanhava as aventuras de Haroldo Porteiro na sua escola de magia, eu passei por um rito de passagem muito importante na vida de toda criança.
Ganhei um video game melhor.
Quando o Nintendinho estourou nos EUA, Famiclones eram comprados por que tal produto era exorbitantemente caro e não existia no Brasil. No começo dos anos 2000, famiclones eram comprados por que os pais não queriam dar um video game caro nas mãos de um garoto hiperativo cuja franja cobria os olhos e que não conseguia enxergar um palmo na frente do rosto por culpa disso.
Em um paralelo com hoje em dia, isso seria comprar um tablet da Hot Wheels da Candide pra uma criança que pede um Tablet de verdade.
Enfim, eu ganhei o lendário Playstation 1.
O mesmo Playstation 1 que está até hoje no meu apartamento da faculdade. Embora o meu PS2 tenha sido estatelado no chão por culpa do meu graaaande amigo Fausto, junto com minhas esperanças de me tornar um adulto sem nenhum rancor, meu PS1 continua de boas comigo.
Continuando o assunto do senhor Potter, uma tradição costumeira na minha cidade era presentear as crianças com vales CD de videogame.
Em um ano, após o meu aniversário, eu cheguei a estocar mais de 100 reais de vales jogos de PS2, e eu nem estou brincando.
Assim, eu fui a loja e selecionei Harry Potter e a Câmara Secreta de dentro de uma pasta enorme de jogos piratas. Nessa mesma loja, mas em outro natal, também selecionei Legend of Legaia. Que culminará em algo que vocês verão a seguir.
O que importa é, aquela foi a primeira vez que eu joguei por mim mesmo um jogo do bruxo e carregava todo o peso que o livro e o filme correspondentes tinham. Apesar de Hogwarts ser bem restrita no jogo a atmosfera do jogo trazia um ar fidedigno com tudo que eu já tinha visto e experenciado através de outras mídias. É sem dúvida uma grande aventura e me deixou muitas horas preso ao video game, nos mais diversos lugares.
E sem dúvidas, é o jogo que eu zerei mais vezes na minha vida. Sério, eu devo ter feito isso quatro ou cinco vezes, apenas pelo prazer de zerar todos os torneios de quadribol, pegar o upgrade do Flipendo, jogar futebol e colecionar todas as cartas de bruxo.
E também foi a primeira vez que eu extrai um dente de forma cirurgica.
NA SUA CARA, BASILISCO.
5- Final Fantasy VIII
Final Fantasy VIII tem a primeira dominatrix que eu conheci.
E esse é o pior jeito de começar a falar o por que um jogo é importante na minha vida.
Mas como eu posso dizer, por culpa de Squall e sua turminha da faculdade de matar monstros, eu deixei de acompanhar Harry Potter e sua turminha da escola de magia.
Uma troca equivalente justa. Já que posteriormente Edward Elric seria outro culpado por eu ter parado de me aventurar nos livros do bruxinho.
Eu conheci Final Fantasy através de uma review de Final Fantasy X em uma revista. Praticamente ele falava de o quão lindo era Final Fantasy X, o quanto suas mecânicas eram a frente do seu tempo e de o quão realista eram os pelos do Kihmari.
Nessa época, eu era apenas um plebeu empacado na era do PS1, e em uma das minhas visitas tradicionais a lugares que vendiam CDs piratas, eu vi Final Fantasy VIII.
JOGO QUE TINHA QUATRO CDS, CUSTAVA QUATRO VEZES UM JOGO NORMAL E POR ISSO EU DEMOREI LONGOS MESES A ESPERA, PARA FINALMENTE GANHAR NO MEU ANIVERSÁRIO.
E quando eu puis o jogo no meu video game... Os gráficos forçaram ele ao máximo e o video game travou.
Ai eu descobri que era um problema na leitura do CD e eu tive que ir trocar ele. Mas como eu dizia...
Com o CD decente em mãos, OS GRÁFICOS DAQUELA CENA DE ABERTURA ERAM ÍNCRIVEIS.
E quando eu puis o jogo no meu video game... Os gráficos forçaram ele ao máximo e o video game travou.
Ai eu descobri que era um problema na leitura do CD e eu tive que ir trocar ele. Mas como eu dizia...
Com o CD decente em mãos, OS GRÁFICOS DAQUELA CENA DE ABERTURA ERAM ÍNCRIVEIS.
... Pareciam incríveis na época e me parecem até hoje.
Digo, é um jogo lindo pro PS1, mas essas cenas são incriveis. A frase "gráficos melhores que a vida real" pipocavam na minha cabeça na hora que eu vi isso pela primeira vez.
Enfim, eu finalmente pude jogar o primeiro Final Fantasy da minha vida. E aí, foi satisfatório?
Pra caralho.
Final Fantasy VIII é até hoje meu FF favorito, não devido ao seu horrível sistema de Magias, que poderia ser muito melhor se fosse misto com outros sistemas da série, mas sim pela sua história. Final Fantasy é a série perfeita para fãs de histórias fantásticas e épicos de aventura. Em FFVIII o foco fica em uma história de amor que desafia o tempo.
Rinoa e Squall é de longe um dos meus casais preferidos da história. Supera facilmente Yusei e a Aki, a Ari e o Yuuto, a Layer e o Zero, a Carrie e o Big, o Doutor e os Daleks, o Speedor e a BeaRV e o Ankydon e doces.
Mas perde para os casais Billy the Kid e o Japão, a Amy e o Rory e a Marceline e a Princesa Jujuba.
... Outro dia eu falo do caso do Ankydon. Eu me sinto no dever de falar disso.
E correndo risco de entrar em depressão... Eu falo da história do Billy the Kid também.
Digo, é um jogo lindo pro PS1, mas essas cenas são incriveis. A frase "gráficos melhores que a vida real" pipocavam na minha cabeça na hora que eu vi isso pela primeira vez.
Enfim, eu finalmente pude jogar o primeiro Final Fantasy da minha vida. E aí, foi satisfatório?
Pra caralho.
Final Fantasy VIII é até hoje meu FF favorito, não devido ao seu horrível sistema de Magias, que poderia ser muito melhor se fosse misto com outros sistemas da série, mas sim pela sua história. Final Fantasy é a série perfeita para fãs de histórias fantásticas e épicos de aventura. Em FFVIII o foco fica em uma história de amor que desafia o tempo.
Rinoa e Squall é de longe um dos meus casais preferidos da história. Supera facilmente Yusei e a Aki, a Ari e o Yuuto, a Layer e o Zero, a Carrie e o Big, o Doutor e os Daleks, o Speedor e a BeaRV e o Ankydon e doces.
Mas perde para os casais Billy the Kid e o Japão, a Amy e o Rory e a Marceline e a Princesa Jujuba.
... Outro dia eu falo do caso do Ankydon. Eu me sinto no dever de falar disso.
E correndo risco de entrar em depressão... Eu falo da história do Billy the Kid também.
Final Fantasy VIII é um jogo muito bem orquestrado. Tem personagens que me cativam muito, algumas das minhas músicas favoritas da história dos games, tem o Laguna e uma das minhas coisas preferidas, Power Abuse.
Basicamente, um jogador bem treinado poderia descolar a arma mais poderosa do jogo no primeiro CD de quatro. Assim você teria a Lion Heart, vulgo, espada que atirava e que estuprava todos os bichos do jogo.
Final Fantasy, a partir, da era do SNES se tornou cada vez mais Anime Feeling. Isso contribuiu muito para eu virar meus olhos para japoneses COM ESPADAS COLORIDAS DO TAMANHO DE PRÉDIOS, assim, FF se tornava a causa suprema de eu deixar de me importar com Haroldo Porteiro.
Após isso teve Full Metal Alchemist. Após isso teve Digimon Savers. Após isso teve Bleach. Após isso teve Yu-Gi-Oh! 5D's, Suzumiya Haruhi no Yuutsu, Lucky Star, Soul Eater e hoje em dia eu tenho... Jojo's Bizarre Adventure, o maior mangá de todos os tempos.
Assim, "essas coisas japonesas", como dizia minha mãe, acabaram entrando nos meus interesses no lugar do último livro do jovem Haroldo, as Relíquias da Morte.
E bem. O fato de eu ter um save de Final Fantasy VIII no meu memory card me garantia um pet Chocobo em Legend of Mana.
O que? Vocês não conhecem Legend of Mana?
Bem, eu contarei sobre isso com o maior prazer. Mas... Enquanto isso... Rolava algo bem legal em uma Lan House.
Basicamente, um jogador bem treinado poderia descolar a arma mais poderosa do jogo no primeiro CD de quatro. Assim você teria a Lion Heart, vulgo, espada que atirava e que estuprava todos os bichos do jogo.
Final Fantasy, a partir, da era do SNES se tornou cada vez mais Anime Feeling. Isso contribuiu muito para eu virar meus olhos para japoneses COM ESPADAS COLORIDAS DO TAMANHO DE PRÉDIOS, assim, FF se tornava a causa suprema de eu deixar de me importar com Haroldo Porteiro.
Após isso teve Full Metal Alchemist. Após isso teve Digimon Savers. Após isso teve Bleach. Após isso teve Yu-Gi-Oh! 5D's, Suzumiya Haruhi no Yuutsu, Lucky Star, Soul Eater e hoje em dia eu tenho... Jojo's Bizarre Adventure, o maior mangá de todos os tempos.
Assim, "essas coisas japonesas", como dizia minha mãe, acabaram entrando nos meus interesses no lugar do último livro do jovem Haroldo, as Relíquias da Morte.
E bem. O fato de eu ter um save de Final Fantasy VIII no meu memory card me garantia um pet Chocobo em Legend of Mana.
O que? Vocês não conhecem Legend of Mana?
Bem, eu contarei sobre isso com o maior prazer. Mas... Enquanto isso... Rolava algo bem legal em uma Lan House.
6- Ragnarök Online
Ragnarök é um jogo safado em minha vida. Tudo começou em uma época mágica que a Level Up Games cobrava R$14,90 por mês para se jogar Ragnarök.
E você era uma criança com sete anos cujos pais não queriam dar dinheiro pra nada que não fossem cartas de Yu-Gi-Oh! e pra jogar em uma Lan-House do lado do trabalho da sua mãe. Assim sendo, você tinha que criar contas para poder jogar a semana gratuita que LUG te dava. Digo, essa era a ideia que eu tinha na minha cabeça. Criar contas ao infinito pra poder jogar um jogo online gratuito que não fosse Gunbound, coisa que eu nunca fiz pois achei muito trabalhoso.
Contudo, após um mês de dor temendo nunca mais jogar o, até então, maior jogo da minha vida, surgiram programas de servers piratas de Ragnarök na Lan House.
SERVERS QUE ESTAVAM COM PATCHES INFINITAMENTE A FRENTE DO BRO, DIGA-SE DE PASSAGEM.
E cara, era tudo muito lindo. Tinha todo tipo de personagem, inclusive Pedro Potter, o bruxo de cabelo verde e capa verde que me fez usar spray colorido pra cabelo e aparecer de cabelo verde, uma capa de TNT verde e uma vassoura num fatídico Dia das Bruxas na minha escola.
Pelo menos eu invocava Nevasca e Trovão de Júpiter sem tempo de carregar o Cast, e eles não.
NERDS.
E HOJE EU FAÇO FACULDADE DE FEITIÇARIA E ELES SÃO TUDO CAIXAS DE SUPER MERCADO.
NERDS.
Tá, é odontologia e não feitiçaria. Mas é quase a mesma coisa. Eu juro.
Ragnarök com sua Rune Midgard foi o mundo paralelo no qual eu vivi minhas aventuras mais esquisitas, matando góticas que montavam em luas, tentando fugir do PVP, atacando todo mundo com falcões enquanto usava uma micro-roupitcha cheia de plumas e fazendo todo tipo de alquimia insana.
Por que o Creator era a melhor classe de todos os tempos. Até a aparição do Shadow Chaser.
POR QUE O SHADOW CHASER É DO CARALHO. ATÉ MAIS DO CARALHO QUE O MINSTREL.
SHADOW CHASER.
Normalmente dizem que jogar um jogo online é memorável pelas amizades que se fazem lá. Mas eu não ligo. Por que eu tava me fudendo pras outras pessoas que jogavam. Até as que estavam na mesma Lan House.
RO foi o jogo que mais foi culpado de vários "Dois Reais" que eu meti na velha conta 283 da Lan House e foi um jogo que eu revisitei milhares de vezes da minha vida. Eu nunca precisei fazer amizade com ninguém no jogo por que eu já estava com as minhas ~amizades virtuais com as quais eu bato papo pelo meu computador~ que ou eu trazia eles pra jogar comigo ou eles me arrastavam com eles. Ou seja, ao invés de eu jogar com gente esquisita, obscura e desconhecida, eu jogava com gente esquisita e obscura que eu já conhecia. Era uma boa troca pra mim.
Enfim.
E VAMOS TODOS JOGAR TREE OF SAVIOR, O SUCESSOR ESPIRITUAL DE RO, POR QUE VAI SER UM JOGO LINDO DO CARALHO.
Aliás, eu sou o detentor do nome "Daniel o Paladino" no BRO. É um espadachim level 47 com cabelo verde e chapéu de tartaruga.
7- The Legend of Zelda: Ocarina of Time
Há alguns anos atrás, as crianças só podiam ter um videogame. Sei que isso hoje em dia parece estranho pra você que olha pra sua estante e vê seu Wii U, 3DS, PSVita, PS4 e Xbox One perfeitamente alinhados, ou seja lá o que caralhos você tiver no ano que você está lendo. Mas antigamente videogames eram insanamente caros. Digo, comparar um PS1 de Mil reais e um PS4 do alto de seus Dois mil reais, mas tem N motivos pra isso ser justo, apenas para resumir, eles seriam Inflação, Importação, Popularidade e Distribuição.
Assim, levando em conta alguns outros fatores econômicos, gastar Mil Reais naquela época era quase tão ou MAIS pesado do que gastar Dois Mil Reais hoje. Sem falar que ambas as tecnologias não tem nem comparação e um PS4 naquela época custaria mais que um carro popular.
O início da década passada era tão difícil que até para ocorrer um Upgrade do PS1 para o PS2 era algo a ser conversado entre pais e filhos, algumas vezes culminando na venda do patriarca da Família Playstation.
Assim sendo, nunca pude ter um Nintendo 64.
Sem falar que eu morava no interior. O mundo não era tão globalizado, vídeo jogos não eram tão populares e assim um Nintendo 64 e até mesmo um simples Gameboy eram visões raras de se ver.
Eu só vi UM Gameboy Color na minha vida inteira, por exemplo. E eu demorei ATÉ ENTRAR NA FACULDADE para poder ver dois Nintendos 64 de perto.
"Então como caralhos você jogou Ocarina of Time?"
Simples, até meus 13 anos nunca joguei.
Toda minha informação daquele jogo monstruosamente incrível, maravilhoso e sinciotrofoblástico vieram de uma única revista de detonado que eu li a exaustão na minha infância, chegando a um ponto de que eu até hoje sei exatamente tudo que eu tenho que fazer no jogo.
Só aos 13 anos, enquanto eu entrava em discussões na Internet de o por que Full Metal Alchemist era o melhor anime de todos os tempos, que eu acabei me tocando que eu estava sentado na frente de uma máquina poderosíssima que continha praticamente toda a informação já catalogada no universo e que provavelmente era uma ferramenta que ajudaria aos seres humanos encontrar a cura das mais diversas doenças e males que afligem a humanidade que eu resolvi fazer a coisa que qualquer pessoa que tivesse uma epifania dessas faria. Baixei um Emulador de N64 e fui jogar as aventuras do Kokiri que não era um Kokiri, sua fada que não para de falar e da princesa que se traveste de ninja.
O QUE FOI? O JOGO É VELHO PRA CARALHO, VOCÊS DEVIAM TER TIDO VERGONHA NA CARA E JOGADO. A REVISTA JOGOU ISSO NA MINHA CARA NO MOMENTO QUE EU ABRI ELA.
Tá, ela só falou que o Link não era um Kokiri, a outra parte ficou em segredo. Demorei anos pra saber que o Sheik era a Zelda travestida.
Enfim, a espera valeu muito a pena. O jogo é uma aventura cheia de momentos fantásticos e que transborda bons momentos. O Water Temple não é tão difícil assim, mas admito que é um desafio magnífico.
Recentemente tive o prazer de redescobrir o jogo em sua forma de remake no 3DS. Ele continua maravilhoso e ainda contém toda a atmosfera mágica que me cativou através daquela revista.
8-Kingdom Hearts 2
Como eu disse, mudar de video game era um passo e tanto na vida de uma pessoa. Diversas concessões e acordos deviam ser feitos de modo que beneficiasse ambas as partes.
Parece algo besta, mas para o garoto extremamente ansioso e impaciente isso importava muito.
Assim, eu demorei muito mais do que boa parte da parcela normal para ter um Playstation 2. Enquanto isso um bando de biltres da minha sala jogava God of War e achavam "O MELHOR JOGO DO MUNDO, MEU DEUS, DÁ PRA COMER AS MUIÉ PELADA, DÁ PRA BATER NOS CARA E TIRAR SANGUE, AI EU VOU LÁ E CORTO A CABEÇA DELE E ARRANCO O OLHO DESSE BIXO, DAORA PRA CARALHO!!1!", hoje eles devem ter engravidado alguma menor de idade, sei lá.
Devido a todo o tipo de contratempo, o único contato que eu tive com o Pleisteicho 2 foi na casa do já citado e maroto Fausto. Eu simplesmente zerei o jogo em alguns pares de idas até a casa dele, graças a um espaço que ele me deu em seu memory card e consequentemente em seu coração.
O armazenamento de saves era muito finito naquela época. Não é como hoje que temos 500gb no Xbox One para armazenar saves.
Assim sendo, na vez que eu visitei ele após eu ter espancado o Xigbar no Proud Mode (o modo equivalente ao Hard do jogo) decidimos começar minha própria aventura.
Vejam bem. Kingdom Hearts é uma série esquisita. Provavelmente nasceu quando um executivo da Square e um da Disney estavam caçando colegiais menores de idade, assim como é a tradição no Japão. Assim sendo, nasceu uma amalgama bizarra entre a Disney e a Square. Algo que faz tanto sentido como anunciar quatro jogos de Assassin's Creed em três meses, mas que surpreendentemente deu certo e virou um sucesso de vendas e crítica.
Infelizmente, o sucesso também vale pros quatro AC's.
Não é que eu não gosto da saga dos assassinos assassinosos assassinadores de assassinices, mas é que quatro jogos em três meses é vandalismo.
É triste pensar que provavelmente pode rolar isso com Far Cry também.
A perfeição da série vem do fato de que, os personagens da Disney ficam extremamente sérios e mais másculos e os da Square se tornam um pouco mais infantis, divertidos e menos envoltos de drama. A história de Kingdom Hearts é a clássica história japonesa da Square cheia de drama e com uma profundidade surpreendente que ensina as pessoas a lidarem com seus fantasmas e problemas interiores se apoiando nos valores da amizade, lealdade, amor e espadas mágicas com formas não funcionais. Tudo isso com a velha qualidade que a Disney trás por várias décadas que é capaz de injetar magia e encanto em qualquer história, seja lá qual tema for e seja lá para quem estiver jogando.
KH é literalmente um dos clássicos da era moderna dos jogos e atrai todo o tipo de fã de todo o tipo de lugar. Já perdi as contas de quantas vezes eu me surpreendi com gente que diz ter jogado.
E essa não será a última vez que falarei disso nesse artigo.
Aliás, tem uma luta que você literalmente enfrenta MIL inimigos no KH2. É daora pra caralho.
Desde pequeno, sempre achei Sonic do caralho.
Era em tese a única pessoa que podia me acompanhar em uma corrida quando eu fugia da professora depois de sei lá, ter pulado a janela da sala de aula para escapar, jogado areia nos olhos de alguém, contar piadas sujas, cantar músicas sujas ou xingado um dos "moços legais que visitavam a sala de aula pra falar algo maneiro".
Acontecia muito todo tipo de desastre na sala de aula do prézinho.
De fato eu tenho a alcunha "Pedro Peste" entre a família da minha professora até hoje
Enfim.
Conforme eu fui crescendo o safado azul foi sempre um dos meus personagens favoritos. Ele e o Knuckles. De modo que eu sempre anseiava pra poder jogar seus jogos ou assistir seus desenhos horrivelmente mal desenhados, além de ficar com uma vontade insana de comer cachorro quente.
Tartarugas Ninjas me davam vontade de comer Pizza e Sonic cachorro quente. Parece esquisito, mas quando se é uma criança dos anos 90 isso é extremamente plausível.
Na quinta série enquanto minha mãe trabalhava eu ia passar a tarde na casa do meu amigo que morava na rua de cima de casa, Eduardo. Que é até hoje um dos meus mais estimados amigos e co-autor do sanduíche de mortadela com catchup e da fórmula para crescer cabelos a base de pasta de dente.
No caso do sanduíche usavamos mortadela como o pão e catchup como recheio.
Aquela era a paz a qual verdadeiros guerreiros lutavam para ter.
Pois bem, o jovem Leduzin portava uma jóia rara até para os dias de hoje, um Dreamcast. E com ele, uma cópia de as Sonic Adventure.
Assim, praticamente nossas tardes eram assistir Yu-Gi-Oh! e Yu-Gi-Oh! GX na Nick e jogar Sonic Adventure.
Sonic Adventure é um jogo incrível e foi o primeiro totalmente 3D do Sonic. Por que Sonic 3D Blast não é totalmente 3D. É algo complicado.
Tem uma trilha sonora incrível, level design rápido, intuitivo e de tirar o fôlego, vários personagens, cada um com sua própria mecânica, três mapas enormes para se explorar, cada um com sua própria atmosfera e particularidades, onde tudo acontece em tempo (quase) real.
E o Knuckles.
Sonic Adventure, foi um jogo vital para moldar meu caráter durante minha pré adolescência. Até hoje eu compro as versões desse jogo em mídia digital para meus consoles e Steam, apenas para poder jogar, rejogar e tentar conseguir tudo o possível através dos desafios que o jogo impõe.
Vejo até hoje a família do Eduardo como uma segunda família minha a mãe dele sendo como uma segunda mãe e ele e a irmã dele sendo como irmãos que eu nunca tive, jogar ele faz eu me lembrar daquelas tardes pós aula com meu amigo Eduardo e me traz um sentimento exacerbadamente nostálgico.
E caso vocês estejam se perguntando ainda, eu continuei sendo chamado frequentemente na diretoria depois que eu fiquei maior. Chegou em um ponto uma vez que eu até tomei café na sala da diretora e bati mó papo legal.
Mas bem. Só sobrou um jogo. O que caralhos ele seria?
É só o jogo que eu curto mais do que todos os jogos no mundo. Meu RPG favorito.
Eu obti ele trocando o Legend of Legaia por esse na loja que vendia joguinhos aqui na cidade.
Achei Legend of Legaia meio pouco estimulante e já tinha lido sobre Legend of Mana em uma revista, então fingi que Legend of Legaia não funcionava a partir de certo ponto e troquei por esse jogo.
O jogo é parte da série "of Mana" que vem desde os tempos do Gameboy e do Super Nintendo, assim que você começa ele você tem duas opções, jogar com o menino ruivo que parece uma menina ou a menina loira que também parece uma menina.
E logo após você tem que escolher entre um caralho de armas. Sério. Esse jogo tem um monte de opções, tanto que a lista de escolher a arma tem duas páginas. Chega no nível de ter Nunchakus ou Luvas de combate, coisa que eu não vi em nenhum outro RPG de ação.
E é justamente isso que me faz gostar do jogo. Coisas que eu nunca vi em nenhum RPG. Legend of Mana tem milhares de mecânicas e Gimmicks praticamente exclusivos do jogo.
E se você tiver um save de Final Fantasy VIII você pode ter um chocobo como animal de estimação.
Eu curto demais tudo nesse jogo. As OST, os sistemas de batalha, os personagens, a história, os gimmicks, os chocobos e todo o motif romântico-fraternal por trás da trama. Legend of Mana é um jogo que fala sobre o amor entre as pessoas. Seja ele um amor entre dois amantes ou um amor para com o próximo. O jogo ensina que esse sentimento pode mudar o mundo, criar, destruir e a partir dessa destruição criar algo totalmente novo. Isso é reforçado pelos milhares de personagens brilhantes que você encontra durante o jogo, que vão desde um mercador coelho cuzão que só visa o lucro para até mesmo uma ordem de cavaleiros com a maldição de que viram pedra se chorarem.
Todo mundo tem aquele jogo que quer mostrar pros filhos. O meu sem dúvida é esse.
As vezes eu brinco que a mulher que quiser casar comigo vai ter que derrotar o Airman no Megaman 2, mas pensando melhor, eu ia amar que uma menina se importasse comigo a ponto de zerar o meu jogo favorito. E se você for uma mulher e eu randômicamente te chamar pra jogar Legend of Mana, comece a desconfiar dos meus sentimentos.
Meu amor por esse jogo é tão grande que eu simplesmente vou parar de escrever sobre ele, quero que quem se interessou por ele jogue.
Fim. Joguem seus nerds.
Só esperem que o artigo não acabou por aqui.
Kingdom Hearts Ultimate RPG foi uma aventura lançada para ser jogada como RPG no Orkut, através da autoria do já citado mil vezes Fausto.
Basicamente o jogo seguia o formato de "RPG Escolar Orkut Max" e qualquer outra putaria do tipo. Assim, era o mesmo que jogar Dungeons & Dragons de forma escrita, distante e ambientada no mundo de Kingdom Hearts. Nem regras tinha, a gente era favorecido por uma boa interpretação.
Só que esse jogo era o maior antro de malucos por MB² da internet.
Para ilustrar isso vou resumir a história do meu personagem.
Pedro era uma Echidna verde, pululante e com poderes de água que morava em Twilight Town com seu irmão adotivo que era um macaco. Um dia, esse macaco foi muito do cuzão, traiu geral e matou a pobre Echidna no processo. Anos depois a alma dele foi anexada em um amontoado de água que tomou a forma de um garoto de cabelo arrepiado de algum anime genérico. Assim, o nobre rei Mickey o ensinou, junto com outros quatro jovens com garra, a manipular a Keyblade e seu elemento.
A história dele é tipo isso, só que milhares de vezes mais extensa, cheia de drama e bizarra. Pra vocês terem idéia envolve uma cena do macaco nas costas de um dragão.
A porra de um dragão.
O que acontece, é que por ser uma aventura interpretativa, tinha momentos ultra bizarros.
Eu já fiz meu personagem se tornar uma versão dele gigante de gelo e lutar como um megazord.
Só que todo esse ambiente bizarro e incomum realmente me atraia, de fato, lá eu conheci um grande amigo meu e que até hoje eu considero como um irmão mais velho.
E chegamos ao fim dessa odisséia. São esses os dez jogos que mais me marcaram, Featuring Kingdom Hearts Ultimate RPG from the Orkut Series.
Eu adoraria poder falar de Disgaea 2, Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories, Jojo's Bizarre Adventure: Heritage for the Future, Fallout 3, Scott Pilgrim vs The World e uma outra caralhada de títulos, mas sinceramente, esses jogos só são jogos que eu amo, mas que não me marcaram tanto.
Enfim, eu não vou desafiar mais ninguém por que eu quero que essa merda de corrente acabe aqui, não percam o próximo artigo onde falaremos da vez que o Faustão e o Sérgio Mallandro fizeram um Rap.
Enfim.
...
Parece algo besta, mas para o garoto extremamente ansioso e impaciente isso importava muito.
Assim, eu demorei muito mais do que boa parte da parcela normal para ter um Playstation 2. Enquanto isso um bando de biltres da minha sala jogava God of War e achavam "O MELHOR JOGO DO MUNDO, MEU DEUS, DÁ PRA COMER AS MUIÉ PELADA, DÁ PRA BATER NOS CARA E TIRAR SANGUE, AI EU VOU LÁ E CORTO A CABEÇA DELE E ARRANCO O OLHO DESSE BIXO, DAORA PRA CARALHO!!1!", hoje eles devem ter engravidado alguma menor de idade, sei lá.
Devido a todo o tipo de contratempo, o único contato que eu tive com o Pleisteicho 2 foi na casa do já citado e maroto Fausto. Eu simplesmente zerei o jogo em alguns pares de idas até a casa dele, graças a um espaço que ele me deu em seu memory card e consequentemente em seu coração.
O armazenamento de saves era muito finito naquela época. Não é como hoje que temos 500gb no Xbox One para armazenar saves.
Assim sendo, na vez que eu visitei ele após eu ter espancado o Xigbar no Proud Mode (o modo equivalente ao Hard do jogo) decidimos começar minha própria aventura.
Vejam bem. Kingdom Hearts é uma série esquisita. Provavelmente nasceu quando um executivo da Square e um da Disney estavam caçando colegiais menores de idade, assim como é a tradição no Japão. Assim sendo, nasceu uma amalgama bizarra entre a Disney e a Square. Algo que faz tanto sentido como anunciar quatro jogos de Assassin's Creed em três meses, mas que surpreendentemente deu certo e virou um sucesso de vendas e crítica.
Infelizmente, o sucesso também vale pros quatro AC's.
Não é que eu não gosto da saga dos assassinos assassinosos assassinadores de assassinices, mas é que quatro jogos em três meses é vandalismo.
É triste pensar que provavelmente pode rolar isso com Far Cry também.
A perfeição da série vem do fato de que, os personagens da Disney ficam extremamente sérios e mais másculos e os da Square se tornam um pouco mais infantis, divertidos e menos envoltos de drama. A história de Kingdom Hearts é a clássica história japonesa da Square cheia de drama e com uma profundidade surpreendente que ensina as pessoas a lidarem com seus fantasmas e problemas interiores se apoiando nos valores da amizade, lealdade, amor e espadas mágicas com formas não funcionais. Tudo isso com a velha qualidade que a Disney trás por várias décadas que é capaz de injetar magia e encanto em qualquer história, seja lá qual tema for e seja lá para quem estiver jogando.
KH é literalmente um dos clássicos da era moderna dos jogos e atrai todo o tipo de fã de todo o tipo de lugar. Já perdi as contas de quantas vezes eu me surpreendi com gente que diz ter jogado.
E essa não será a última vez que falarei disso nesse artigo.
Aliás, tem uma luta que você literalmente enfrenta MIL inimigos no KH2. É daora pra caralho.
9- Sonic Adventure
Era em tese a única pessoa que podia me acompanhar em uma corrida quando eu fugia da professora depois de sei lá, ter pulado a janela da sala de aula para escapar, jogado areia nos olhos de alguém, contar piadas sujas, cantar músicas sujas ou xingado um dos "moços legais que visitavam a sala de aula pra falar algo maneiro".
Acontecia muito todo tipo de desastre na sala de aula do prézinho.
De fato eu tenho a alcunha "Pedro Peste" entre a família da minha professora até hoje
Enfim.
Conforme eu fui crescendo o safado azul foi sempre um dos meus personagens favoritos. Ele e o Knuckles. De modo que eu sempre anseiava pra poder jogar seus jogos ou assistir seus desenhos horrivelmente mal desenhados, além de ficar com uma vontade insana de comer cachorro quente.
Tartarugas Ninjas me davam vontade de comer Pizza e Sonic cachorro quente. Parece esquisito, mas quando se é uma criança dos anos 90 isso é extremamente plausível.
Na quinta série enquanto minha mãe trabalhava eu ia passar a tarde na casa do meu amigo que morava na rua de cima de casa, Eduardo. Que é até hoje um dos meus mais estimados amigos e co-autor do sanduíche de mortadela com catchup e da fórmula para crescer cabelos a base de pasta de dente.
No caso do sanduíche usavamos mortadela como o pão e catchup como recheio.
Aquela era a paz a qual verdadeiros guerreiros lutavam para ter.
Pois bem, o jovem Leduzin portava uma jóia rara até para os dias de hoje, um Dreamcast. E com ele, uma cópia de as Sonic Adventure.
Assim, praticamente nossas tardes eram assistir Yu-Gi-Oh! e Yu-Gi-Oh! GX na Nick e jogar Sonic Adventure.
Sonic Adventure é um jogo incrível e foi o primeiro totalmente 3D do Sonic. Por que Sonic 3D Blast não é totalmente 3D. É algo complicado.
Tem uma trilha sonora incrível, level design rápido, intuitivo e de tirar o fôlego, vários personagens, cada um com sua própria mecânica, três mapas enormes para se explorar, cada um com sua própria atmosfera e particularidades, onde tudo acontece em tempo (quase) real.
E o Knuckles.
Sonic Adventure, foi um jogo vital para moldar meu caráter durante minha pré adolescência. Até hoje eu compro as versões desse jogo em mídia digital para meus consoles e Steam, apenas para poder jogar, rejogar e tentar conseguir tudo o possível através dos desafios que o jogo impõe.
Vejo até hoje a família do Eduardo como uma segunda família minha a mãe dele sendo como uma segunda mãe e ele e a irmã dele sendo como irmãos que eu nunca tive, jogar ele faz eu me lembrar daquelas tardes pós aula com meu amigo Eduardo e me traz um sentimento exacerbadamente nostálgico.
E caso vocês estejam se perguntando ainda, eu continuei sendo chamado frequentemente na diretoria depois que eu fiquei maior. Chegou em um ponto uma vez que eu até tomei café na sala da diretora e bati mó papo legal.
Mas bem. Só sobrou um jogo. O que caralhos ele seria?
O meu jogo favorito de todos os tempos.
Sério. Não tem histórinha NENHUMA aqui.
É só o jogo que eu curto mais do que todos os jogos no mundo. Meu RPG favorito.
Eu obti ele trocando o Legend of Legaia por esse na loja que vendia joguinhos aqui na cidade.
Achei Legend of Legaia meio pouco estimulante e já tinha lido sobre Legend of Mana em uma revista, então fingi que Legend of Legaia não funcionava a partir de certo ponto e troquei por esse jogo.
O jogo é parte da série "of Mana" que vem desde os tempos do Gameboy e do Super Nintendo, assim que você começa ele você tem duas opções, jogar com o menino ruivo que parece uma menina ou a menina loira que também parece uma menina.
E logo após você tem que escolher entre um caralho de armas. Sério. Esse jogo tem um monte de opções, tanto que a lista de escolher a arma tem duas páginas. Chega no nível de ter Nunchakus ou Luvas de combate, coisa que eu não vi em nenhum outro RPG de ação.
E é justamente isso que me faz gostar do jogo. Coisas que eu nunca vi em nenhum RPG. Legend of Mana tem milhares de mecânicas e Gimmicks praticamente exclusivos do jogo.
E se você tiver um save de Final Fantasy VIII você pode ter um chocobo como animal de estimação.
Eu curto demais tudo nesse jogo. As OST, os sistemas de batalha, os personagens, a história, os gimmicks, os chocobos e todo o motif romântico-fraternal por trás da trama. Legend of Mana é um jogo que fala sobre o amor entre as pessoas. Seja ele um amor entre dois amantes ou um amor para com o próximo. O jogo ensina que esse sentimento pode mudar o mundo, criar, destruir e a partir dessa destruição criar algo totalmente novo. Isso é reforçado pelos milhares de personagens brilhantes que você encontra durante o jogo, que vão desde um mercador coelho cuzão que só visa o lucro para até mesmo uma ordem de cavaleiros com a maldição de que viram pedra se chorarem.
Todo mundo tem aquele jogo que quer mostrar pros filhos. O meu sem dúvida é esse.
As vezes eu brinco que a mulher que quiser casar comigo vai ter que derrotar o Airman no Megaman 2, mas pensando melhor, eu ia amar que uma menina se importasse comigo a ponto de zerar o meu jogo favorito. E se você for uma mulher e eu randômicamente te chamar pra jogar Legend of Mana, comece a desconfiar dos meus sentimentos.
Meu amor por esse jogo é tão grande que eu simplesmente vou parar de escrever sobre ele, quero que quem se interessou por ele jogue.
Fim. Joguem seus nerds.
Só esperem que o artigo não acabou por aqui.
Menção Honrosa - Kingdom Hearts Ultimate RPG
Basicamente o jogo seguia o formato de "RPG Escolar Orkut Max" e qualquer outra putaria do tipo. Assim, era o mesmo que jogar Dungeons & Dragons de forma escrita, distante e ambientada no mundo de Kingdom Hearts. Nem regras tinha, a gente era favorecido por uma boa interpretação.
Só que esse jogo era o maior antro de malucos por MB² da internet.
Para ilustrar isso vou resumir a história do meu personagem.
Pedro era uma Echidna verde, pululante e com poderes de água que morava em Twilight Town com seu irmão adotivo que era um macaco. Um dia, esse macaco foi muito do cuzão, traiu geral e matou a pobre Echidna no processo. Anos depois a alma dele foi anexada em um amontoado de água que tomou a forma de um garoto de cabelo arrepiado de algum anime genérico. Assim, o nobre rei Mickey o ensinou, junto com outros quatro jovens com garra, a manipular a Keyblade e seu elemento.
A história dele é tipo isso, só que milhares de vezes mais extensa, cheia de drama e bizarra. Pra vocês terem idéia envolve uma cena do macaco nas costas de um dragão.
A porra de um dragão.
O que acontece, é que por ser uma aventura interpretativa, tinha momentos ultra bizarros.
Eu já fiz meu personagem se tornar uma versão dele gigante de gelo e lutar como um megazord.
Só que todo esse ambiente bizarro e incomum realmente me atraia, de fato, lá eu conheci um grande amigo meu e que até hoje eu considero como um irmão mais velho.
E chegamos ao fim dessa odisséia. São esses os dez jogos que mais me marcaram, Featuring Kingdom Hearts Ultimate RPG from the Orkut Series.
Eu adoraria poder falar de Disgaea 2, Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories, Jojo's Bizarre Adventure: Heritage for the Future, Fallout 3, Scott Pilgrim vs The World e uma outra caralhada de títulos, mas sinceramente, esses jogos só são jogos que eu amo, mas que não me marcaram tanto.
Enfim, eu não vou desafiar mais ninguém por que eu quero que essa merda de corrente acabe aqui, não percam o próximo artigo onde falaremos da vez que o Faustão e o Sérgio Mallandro fizeram um Rap.
Enfim.
E PRONTO ANA. EU FINALMENTE TERMINEI A LISTA.
...
...
& Knuckles.





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